Cavalo à Solta
A letra é do meu Poeta mais querido porque nasci, vivi e hei-de morrer com ele presente, porque ter as suas poesias presentes é tê-lo a ele comigo também.
Esta é uma musica cuja letra me faz chorar. Nem de alegria nem de tristeza mas por ser tão forte, tão poderosa. Como se exercesse em nós uma pressão enorme, mas boa. Mais uma das coisas para a qual me fogem as palavras, para explicar. É uma letra que, sinto, consegue mover montanhas. É crua, é doce e bruta, é boa.
Para todos os que amo com todo o meu sentimento, com todo o meu coraçao e com todo o meu corpo e alma, para aqueles que amo seja como for.
Cavalo à Solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura
José Ary dos Santos
Esta é uma musica cuja letra me faz chorar. Nem de alegria nem de tristeza mas por ser tão forte, tão poderosa. Como se exercesse em nós uma pressão enorme, mas boa. Mais uma das coisas para a qual me fogem as palavras, para explicar. É uma letra que, sinto, consegue mover montanhas. É crua, é doce e bruta, é boa.
Para todos os que amo com todo o meu sentimento, com todo o meu coraçao e com todo o meu corpo e alma, para aqueles que amo seja como for.
Cavalo à Solta
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura
José Ary dos Santos
Como eu entendo esse teu sentimento. São duas pessoas que hão-de viver sempre em mim: Ary dos Santos (embora ausente da minha vida, está e estará sempre presente, por todo o passado que envolve aqueles que me são próximos) e o grande Zeca Afonso (esse presente para sempre na minha vida...)
Essa música é linda, o Fernando Tordo consegue cantá-la com o sentimento que ela merece. É das músicas que mais tenho no coração, dentro deste nosso Portugal dos pequenitos. Juntamente a essa lembrei-me duma outra (e tantas outras, mas esa em particular por ser tb do Ary): Estrela Da Tarde, cantada por Carlos do Carmo..
Sente-te moça.... Sempre nessas boas "companhias"
Cratera de
xein |
12:11
A Estrela da Tarde também é muito bonita, muito poderosa. O Ary era assim e a sua poesia não podia ser de outra maneira.
Beijo* ;)
Cratera de
J |
12:36